domingo, 31 de agosto de 2008

Blog Pugilismo agora pertence a Associação Brasileira de Boxe (Abboxe)


A partir de agora o blog Pugilismo faz parte da Associação Brasileira de Boxe (Abboxe). Neste fim de semana, oficialmente, a associação passa a administrar o blog e todos os posts que forem colocados no pugilismo.blogspot.com estarão também no site da Abboxe, no menu Tudo sobre boxe. Se você é um apaixonado pelo esporte fique de olho no Pugilismo e no site da Associação, filie-se.



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Tal pai, tal filho: Julio Cesar Chaves Jr ganha título

Veja a luta onde o filho de Julio Cesar Chaves ganhou o cinturão continental

Primeria parte

Segunda parte

Terceira parte

Quarta parte


O herdeiro mais velho de um dos maiores nomes do boxe mundial, Julio Cesar Chavez Jr se sagrou neste sábado, no México, o mais novo campeão continental do super meio médio do Conselho Mundial de Boxe (CMB). O título veio com a vitória por nocaute no oitavo round contra Jose Celaya. O resultado deixa Julio Cesar Chavez Jr com 35 vitórias, 28 por nocaute, e apenas um empate. Irmão de Chavez Jr, Omar, também fez parte da programação. Ele derrotou Miguel Camacho também por nocaute, no primeiro round, em uma das preliminares.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Histórico do Brasil nas Olimpíadas

Olimpíada de 1948/Londres: Ralph Zumbano, o "Bailarino", um peso leve de pouca "pegada" mas estilo, esquiva, técnica e jogo de pernas sensacionais, foi talvez o brasileiro que teve a mais brilhante atuação em uma olimpíada. Nos Jogos Olímpicos de 1948/Londres, venceu facilmente seus dois primeiros adversários; infelizmente, teve o azar de ter como terceiro oponente o futuro campeão mundial Wallace Smith, que o derrotou por pontos. Zumbano retornou sem nenhuma medalha mas muitos elogios por parte da crítica internacional.

Olimpíada de 1956/Melbourne: A grande esperança brasileira nesta olimpíada era o peso galo Eder Jofre. Infelizmente, por falta de sparring adequado, sofreu uma lesão no nariz na véspera da competição. Em sua primeira luta desta olimpíada, logo passou a sofrer enorme sangramento pelas narinas, o que decretou sua eliminação. Retornando ao Brasil, Jofre passou ao profissionalismo ainda neste mesmo ano de 1956.

Olimpíada de 1968/México: Servílio de Oliveira tornou-se o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha em olimpíada (trouxe a medalha de bronze, por sua atuação na categoria dos pesos moscas). Até a presente data, de julho 2004, ainda não conseguimos outra medalha.

Olimpíada de 2004/Athenas: O Brasil participou com cinco boxeadores: Alessandro Mattos 64 Kg, Mike Carvalho 60 Kg, Edvaldo de Oliveira 57 Kg, Glaucelio Abreu 75 Kg, e Washington Silva 81 Kg. Dado o extremamente longo processo de classificação para esta olimpíada, a mesma foi a mais dificíl de todos os tempos. Nenhum de nossos boxeadores conseguiu medalhas. Em verdade, das 6 lutas que disputaram conseguiram apenas uma vitória.

Tyson diz que pode voltar aos ringues para encarar Holyfield

da Lancepress

Há mais de dois anos longe dos ringues, o norte-americano Mike Tyson admitiu a possibilidade de voltar a lutar em 2008. E o adversário seria o eterno rival Evander Holyfield, responsável por duas das cinco derrotas de toda a carreira de Tyson. O pugilista assegura que Holyfield seria o único adversário a fazê-lo voltar aos ringues, em declarações ao site "BoxingTalk".

"É algo que quero fazer, mas vai depender do dinheiro envolvido. É o tipo de combate que me faria voltar a amar o boxe. Não sei se me apaixonaria como antes, mas estou pronto para amar pelo menos por alguns meses", afirmou. Quatro anos mais velho que Tyson, Evander Holyfield, 45, segue na ativa. De 2006 para cá disputou cinco lutas, quando decidiu então reconsiderar a decisão de se retirar. "Já o derrotei em duas ocasiões e vou fazê-lo novamente", provocou Holyfield.

Brasileiro é humilhado no exterior

Dois brasileiros levados ao exterior são nocauteados no 1° round

No dia 31, em São José, Costa Rica, o peso pesado Edegar “Alazão” da Silva foi derrotado por nocaute pelo costarriquenho Carl Davies Drumond (24-0, 19 KO). Segundo a imprensa local, Alazão caiu três vezes antes de ser decretado o nocaute aos 2m22 do início do combate.

Após lamentaveis ofensas do público ao brasileiro, a mídia especializada costarriquenha, escrita e televisiva, chamou Edegar de outro “Paquetazo” (pejorativo de embrulho) brasileiro numa clara referência a Adenilson Rodrigues, filho de Maguila. No ano passado, Adenilson foi nocauteado pelo mesmo pugilista, no 3° round, sob apupos da torcida e críticas veementes da mídia esportiva. Na época, o empresário costarriquenho, Efrain Vega, após o encerramento da luta, pegou o microfone e pediu desculpas ao público. Afirmou ter sido “enganado” pelo agente, no Brasil, responsável pela contratação de Adenilson.

No combate do dia 31, o mesmo empresário disse estar frustrado (sic) com o acontecido, sem informar nomes e tampouco se era o mesmo agente no Brasil que lhe prestava serviços. O jornal Nacion, publicado em San José, numa matéria anterior, divulgou uma declaração antiga deste empresário: “Escolhemos os rivais de Davies de forma metódica e cuidadosa”. Esta foi a 9ª derrota de Edegar da Silva, que fará 42 anos neste mês de fevereiro, no exterior nas 10 vezes que foi levado para lutar fora do Brasil.

Africa do Sul
Na sexta-feira, dia 1, um boxeador apresentado como peso cruzador brasileiro, de nome Luzimar Gonzaga, foi nocauteado em Secunda, África do Sul, no 1° round pelo congolês, Zack Mwekassa. Nascido na República Democrática do Congo e radicado na África do Sul, Mwekasa foi para 8-0, 7 KO.

A imprensa sul-africana exultou com a vitória de Mwekassa informando que o congolês não precisou de mais de 1m40 para nocautear o brasileiro que foi apresentado como possuidor de 16 vitórias. Segundo a mídia local, o brasileiro não suportou a pressão dos golpes no corpo e a superioridade de Mwekassa que finalizou a luta com um direto aplicado na mandíbula de Luzimar.

A CBBoxe não conseguiu apurar até o momento os responsáveis pela colocação dos dois brasileiros em combates com visível falta de equivalencia.


texto e fotografia retirado do http://www.cbboxe.com.br/

Brasileira perde para uruguaia em luta contraditória


Num combate marcado por contradições, a brasileira Adriana Salles foi derrotada na última segunda-feira em Punta del Este, Uruguai, pela argentina Marcela Eliana Acunã. Os juizes pontuaram de forma unânime 79-77, 77-76 e 78-77.

As controvérsias começaram na véspera da luta. Anunciado pela imprensa como “matchmaker” do evento, o argentino Edgardo Rosani informou no seu sítio na Internet que a adversária de Acunã seria outra brasileira, Liliana Salles. Acontece que não existe boxeadora no Brasil com este nome. Uma paranaense de nome Liliane Balles, que teve seu nome usado fraudulentamente em 2007, poderia ter sido novamente a causadora involuntária da confusão.

Mas mesmo que não seja verdade, é no mínimo estranho que o “matchmaker” de um evento não saiba o nome correto de um pugilista e mantenha o erro no dia seguinte do combate ao anunciar em seu sítio o resultado da luta. E informando um nome semelhante à de outra brasileira que já foi utilizado falsamente no passado.

A certeza do que aconteceu só foi possível com a divulgação das fotos pelo fotógrafo Andress Stapff. Ficou comprovado que a brasileira era Adriana Salles.

A segunda controvérsia aconteceu no final do 8° round. A luta que estava anunciada para 10 rounds, com transmissão pela TV, acabou no oitavo. Segundo a mídia esportiva, o córner da brasileira chamou o árbitro para informar que o combate estava encerrado, surpreendendo os organizadores, público e a própria Marcela Acuña.

Não ficaram claros o motivo da supervisão uruguaia do evento ter decidido considerar a marcação dos juízes e não declarar o nocaute técnico e nem a razão da decisão tomada pelo canto da brasileira. O fato poderá gerar uma nova controvérsia para esta luta.


texto e fotos do http://www.cbboxe.com.br/

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Campeão mundial em 2006 volta para pobreza

veja abaixo trecho da luta que deu o título a Valdemir Pereira, o Sertão


Quarto brasileiro a conseguir se sagrar campeão mundial de boxe, o peso pena Valdemir Pereira, mais conhecido como Sertão, está afastado dos ringues. Após contrair hepatite C, o baiano de Cruz das Almas foi obrigado a abandonar a modalidade e agora vive como zelador em sua cidade-natal.

Em entrevista concedida para a TV Globo e exibida neste domingo, Sertão, vencedor do cinturão da IBF (Federação Internacional de boxe), conta que ganhou o emprego para cuidar do ginásio de Cruz das Almas do prefeito da cidade. “É difícil pra caramba. Ficar fora dos ringues é muito ruim”, conta o ex-atleta, que agora vive com 700 reais por mês, bem menos do que os 15 mil que ganhava apenas para lutar no Brasil. “No exterior, era mais”, lembra.

Sertão admite que gastou todo o dinheiro conquistado e ainda fez dívidas. O único bem que permaneceu foi a casa que comprou para a mãe, Cleonice, no interior baiano. “Eu acho que foi um castigo que Deus me deu...”, resigna-se o ex-boxeador, que vive de aluguel. “Eu me acostumei a viver sozinho, não sei mais viver com a minha mãe. Só vou na casa dela para comer (risos)”, emenda.

Enquanto sonha em abrir uma academia para ensinar boxe a crianças, Sertão ainda acusa o seu ex-empresário, Servílio de Oliveira, de lhe abandonar. O medalhista olímpico, porém, se defendeu dizendo que sempre ficou apenas com 30% de todos os rendimentos do baiano, conforme estabelecido em contrato. Além disto, lembrou que Sertão não se dedicou o suficiente para se manter no topo, tendo sucumbido às facilidades proporcionadas pelo dinheiro.

Sertão perdeu o título mundial logo em sua primeira defesa, diante do norte-americano Eric Aiken, em março do ano passado. O juiz o desclassificou alegando que o brasileiro distribuiu “golpes baixos”. A revanche nunca ocorreu por conta do diagnóstico de hepatite C, doença incurável que é contraída pelo sangue e cujo contágio pode ser facilitado por transfusões e sexo sem preservativo.

Boxe no Cinema


O filme mais recente que Acelino "Popó" Freitas, campeão mundial dos superpenas, viu no cinema foi Hurricane - O Furacão, protagonizado por Denzel Washington. "Chorei o tempo todo", diz o pugilista baiano.Por várias vezes a "nobre arte" já serviu de mote para a "sétima arte". Hurricane, que conta a história do boxeador norte-americano Rubin Carter, é uma delas.

Em 1966, Rubin "Hurricane" Carter era o favorito a conquistar o cinturão mundial dos pesos médios. Aos 29 anos, demonstrava técnica e estava no auge de sua forma física.Em junho daquele ano, depois de sair do seu bar predileto, em Paterson (Nova Jersey), juntamente com o amigo John Artis, foram abordados pela polícia acusados do assassinato de três brancos em um bar da cidade. Mesmo sem provas contra eles, os dois foram presos - havia duas testemunhas que confirmavam o crime - e condenados a três penas de prisão perpétua por um júri inteiramente branco. Um segundo julgamento, com dois jurados negros, manteve a sentença.

Artis cumpriu 15 anos, e Carter saiu da cadeia apenas em 1988, graças à retirada do processo e à anulação da pena pela Suprema Corte.O boxe também foi o responsável por alçar Silvester Stallone ao estrelato de Hollywood. Nos anos 70, o ator preparou o roteiro, dirigiu e protagonizou o filme Rocky que, nos anos seguintes, teria continuidade em outros quatro longas.Em 1980, Martin Scorcese dirigiu Robert De Niro interpretando o boxeador Jack LaMotta.

No cinema, em alguns casos, os atores chegaram até a dispensar seus dublês para cenas de ação no ringue. Exemplo é o de Errol Flynn, pugilista amador, em O Ídolo do Povo, dos anos 40.O boxe chegou à Academia algumas vezes. Em 1996, um filme sobre a histórica luta entre Muhammad Ali e George Foreman (Quando Éramos Reis) recebeu o Oscar de melhor documentário.

LISTA DE FILMES

  1. Touro Indomável
  2. Rocky, um lutador (ver toda a série)
  3. Menina de Ouro
  4. Quando éramos reis
  5. Hurricane - O Furacão
  6. Hajime no Ippo (desenho japones)

texto retirado da Gazeta .Net

Dos ringues para as livrarias


Poucos esportes deram origem a tantos livros como o boxe. A plasticidade do pugilismo e as grandes histórias dos personagens que freqüentaram o ringue sempre fascinaram grandes escritores.Na Paris da década de 20, onde o norte-americano Ernest Hemingway viveu, eram comuns as conversas sobre boxe em cafés e bares da cidade francesa.

Comum eram também os treinos descompromissados de Hemingway e outro autor, Ezra Pound, no quadrilátero. Se suas palavras tinham peso, seus socos também.Dos grandes pugilistas da história, o que mais serviu de tema para livros foi Muhammad Ali. Com uma história de vida instigante, atuações formidáveis no ringue, o falante boxeador conquistou muitos escritores com seu jeito.Acaba de sair no Brasil, O Rei do Mundo - Ascensão de um Herói Americano (Companhia das Letras), do jornalista David Remnick, que é uma biografia do ex-campeão mundial dos pesos pesados.

O texto destaca no ínicio a luta de Ali (que ainda se chamava Cassius Clay) contra Sonny Liston, em 1964, em Miami (EUA), pelo título mundial. Ele tinha 22 anos, era desacreditado por apostadores e especialistas no esporte, mas venceu.O maior relato de um combate do boxe, no entanto, é de Norman Mailer, em A Luta, que conta a história do confronto entre Ali (ele de novo) e George Foreman, no Zaire, no ano de 1974. O autor descreve detalhes dos dias que antecederam a luta e relata de forma espetacular o que se passou no ringue.Mas o mercado editorial brasileiro ainda é carente de livros em português sobre o esporte. Já para quem lê na língua dos norte-americanos, há um prato cheio.

LIVROS


O Rei do Mundo - A Ascensão de um Herói Americano(Companhia das Letras): Biografia do ex-campeão mundial dos pesos pesados, Muhammad Ali, escrita por David Remnick, editor da revista New Yorker.


  • A Luta (Companhia das Letras): Relato do jornalista Norman Mailer sobre o histórico confronto entre Muhammad Ali e George Foreman no Zaire, em 1974, pelo título mundial dos pesados.


  • Lords of the ring (Hamlyn - importado): Os jornalistas Bob Mee e Peter Arnold traçam os perfis dos maiores boxeadores dos últimos 50 anos da história do esporte.

texto retirado de http://www.gazetaesportiva.net/historia/seculo/boxe/box_cultura.htm

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Definida delegação para República Dominicana

A Confederação Brasileira de Boxe definiu a equipe que viajará para a República Dominicana para participar do Torneio Internacional Copa Independência de Boxe 2008.

O boxeador Myke Carvalho, categoria 64 kg, permanecerá no Brasil prosseguindo terapia em consequência da lesão sofrida durante o Torneio das Estrelas.

A delegação que embarcará no dia 11 é a seguinte:

Atletas
48 kg Paulo Santos de Carvalho (BA)
51 kg Julião Neto (PA)
54 kg Robenilson Vieira de Jesus (BA) e James Dean Pereira (PA)
57 kg Didimo Nascimento (SP) e Robson Conceição (BA)
60 kg Everton dos Santos Lopes (BA)
64 kg Ualace Almeida Arcanjo (SP)
69 kg Pedro Alvaro Santos de Lima (BA) e Yamaguchi Falcão (ES)
75 kg Glaucelio Abreu (PA) e Robson Fonseca (PA)
81 kg Hamilton Ventura (SP) e Washington Luiz da Silva (SP)
91 kg Rafael Duarte Lima (PA)
+91kg Gidelson Silva Oliveira (SP) e Gleison Abreu (MS)

Técnicos: João Carlos Barros, Leandro “Zulu” Arantes (RJ) e Cristiniano Rocha (S.J.dos Campos)
Árbitro: Marcela Souza
Chefe de Equipe e Fisioterapeuta: Thomas Cabrera

notícia do http://www.cbboxe.com.br/

Boxe: o esporte perseguido



Quem passa rapidamente os olhos pela história do boxe no século 20 custa a entender por que tanta gente - e gente esclarecida, com opiniões fortes e consistentes - continua a perseguir o esporte não por acaso denominado nobre arte. Os que atacam, pedindo inclusive a extinção do pugilismo, dizem as mais variadas coisas. Pura bobagem.Os detratores do boxe parecem se esquecer da sensibilidade de Muhammad Ali, seu principal expoente. Uma boa oportunidade de se checar toda a personalidade contraditória de Ali é o documentário Quando éramos reis, que chegou a ganhar o Oscar.


A fita mostra a reação do mundo e especialmente do Zaire, cenário da luta quando Ali e George Foreman se enfrentaram na disputa pelo título mundial em 1974. Multidões voltaram sua atenção para o centro da África. O combate ganhou todas as manchetes dos jornais e foi o assunto dos bares, das ruas, das escolas e das favelas. O planeta Terra respirou boxe.No ringue, a questão não era quem iria massacrar quem. O boxe, como qualquer outro esporte, tem regras, táticas e estratégias e um árbitro, entre os dois pugilistas, que também deve zelar pela saúde de todos.É por isso que o boxe não pode ser considerado um massacre.


Um lutador profissional treina muitas semanas, às vezes meses a fio sem descanso, para encarar um rival igualmente preparado.Foi o que aconteceu no Zaire, em 74. Reveja as cenas do documentário. Tenha uma mostra, bastante reduzida, de todo o trabalho que antecede o combate. Suor, lágrimas e sangue, é claro. É uma modalidade genuinamente de contato físico (que é, por sinal, o que determina o vencedor).


Mesmo assim, a campanha contra o boxe prossegue. E o principal aspecto nunca é tocado: o da responsabilidade de treinadores pouco capazes que jogam seus pupilos na fogueira. É nessa situação que acontecem as grandes tragédias. Percorra as páginas desse caderno e tente descobrir se algum lutador importante ou bem assessorado do boxe mundial teve problemas durante suas lutas. Os registros são pífios, quase bissextos.


Os dramas acontecem sempre com gente mal-preparada que, por um infortúnio qualquer ou falta de escrúpulo de quem acompanha sua carreira, acaba cruzando o caminho de uma lutador muito mais qualificado. A culpa é do boxe ou dos métodos utilizados pelas pessoas que nele trabalham?No Brasil, felizmente o esporte não fez vítimas recentes.


Ao contrário: nos últimos anos, assistimos ao preocupante surgimento de Acelino Freitas, tornado Popó pela mídia louca por um novo ídolo que seja um bom campeão de audiência e, conseqüentemente, um bom vendedor de produtos.Popó é bom de briga e tem boa técnica, mas pode se tornar uma vítima da falta de planejamento na carreira.


Por enquanto, enfrentou rivais de qualidade duvidosa e corre o risco de trilhar o mesmo caminho percorrido por Maguila - que se converteu numa piada quando decidiu enfrentar os grandes do boxe mundial e deu com a cara no chão.Eder Jofre, ao contrário, é tudo aquilo que a gente sempre quis: um campeão de verdade. Talvez o boxe, em nosso país, esteja mesmo precisando de outros Jofres para aplacar a fúria daqueles que, sem ter para quem torcer, torcem o nariz para uma das modalidades mais técnicas e plásticas que o homem ousou criar.


texto retirado de http://www.gazetaesportiva.net/historia/seculo/boxe/abertura.htm